Notícia

Extrato de Araucaria angustifolia tem atividade antioxidante e anti-tumoral em células de câncer de laringe

Novo processo de produção de extrato de “Araucaria angustifolia” foi patenteado por pesquisadores do Laboratório de Estresse Oxidativo e Antioxidantes do Instituto de Biotecnologia da Universidade de Caxias do Sul

Claudia Velho, UCS

Fonte

Universidade de Caxias do Sul

Data

segunda-feira, 14 outubro 2019 10:00

Áreas

Biotecnologia. Farmacologia. Oncologia.

O Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) concedeu à Fundação Universidade de Caxias do Sul, em  24 de setembro deste ano, a patente de invenção – Carta Patente Nº PI 1001084-0 – sobre a tecnologia desenvolvida para a obtenção de compostos com atividade biológica a partir de resíduos pinha de Araucária Angustifolia.

A pesquisa foi desenvolvida pelos pesquisadores do Laboratório de Estresse Oxidativo e Antioxidantes do Instituto de Biotecnologia e do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia, sob a coordenação da professora Dra. Mirian Salvador. O pedido de patente foi submetido ao INPI em 2010, pelas pesquisadoras Dra. Mirian Salvador, Dra. Patrícia Kelly Wilmsen Dalla Santa e Dra. Fabiane Michelon.

Em junho de 2016, em uma matéria com os pesquisadores que davam continuidade a esses estudos, já se anunciava que as falhas (brácteas) na pinha possuíam compostos fenólicos capazes de modular o metabolismo de células tumorais e não tumorais.

Situada no campo da Farmacologia, a invenção descreve:
– o processo de produção do extrato de brácteas estéreis (falhas), eixo central e/ou nós de Araucaria Angustifolia;
– o extrato obtido por esse processo; e
– uma composição desse extrato.

Atividade antioxidante, anti-tumoral e neuroprotetora

Araucaria angustifolia é uma árvore predominante no sul do Brasil, popularmente conhecida como pinheiro brasileiro ou pinheiro-do-paraná. Sua pinha fornece os pinhões, mas a maior parte da pinha é formada por sementes não germinadas, chamadas brácteas ou falhas de pinhão, que não eram aproveitadas até então.

A professora Mirian Salvador, coordenadora do Laboratório de Estresse Oxidativo e Antioxidantes, explica que se desenvolveu um método para aproveitar esses resíduos, extraindo das brácteas compostos fenólicos, que têm importante atividade biológica. “O extrato obtido mostrou atividade antioxidante e anti-tumoral em células de câncer de laringe, que é responsável por cerca de 30% do total de cânceres de pescoço e cabeça”.  A pesquisadora acrescenta que o extrato desenvolvido também mostrou atividade neuroprotetora, e está, atualmente, sendo estudado como um potencial coadjuvante no tratamento da depressão por uma estudante de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia.

Acesse o documento da patente.

Acesse a notícia na página da Universidade de Caxias do Sul.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Universidade de Caxias do Sul. Imagem: Claudia Velho, UCS.

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