Destaque

Estudo aponta molécula como tratamento potencial para regular processos de recuperação após um infarto do miocárdio

Fonte

Universidade de Sevilha

Data

sexta-feira. 18 fevereiro 2022 17:40

Um estudo recente publicado na revista científica Molecular Therapy Nucleic Acids sobre os efeitos nocivos do infarto agudo do miocárdio abre as portas para a administração de uma molécula (urocortina-2) como um tratamento potencial para regular os processos de recuperação após o evento isquêmico. O estudo foi liderado pelo Dr. Tarik Smani, pesquisador responsável pelo grupo ‘Fisiopatologia Cardiovascular’ do Instituto de Biomedicina de Sevilha (IBiS) e professor do Departamento de Fisiologia Médica e Biofísica da Universidade de Sevilha, na Espanha.

O trabalho foi realizado no IBiS usando amostras de coração de um modelo animal, simulando um infarto do miocárdio, e biópsias de pacientes com insuficiência cardíaca, para estudar o efeito cardioprotetor da molécula de urocortina-2 após o infarto agudo do miocárdio . Após combinar técnicas funcionais, bioquímicas e moleculares, as conclusões obtidas apontam para a urocortina-2 como um potencial tratamento para modular a miR-29a, molécula que regula diferentes funções celulares, cuja expressão aumenta significativamente durante o infarto. O tratamento com urocortina-2 poderia, portanto, favorecer a recuperação dos pacientes. O trabalho mostra que a urocortina-2, por meio da miR-29a, regula a expressão de genes relacionados a um tipo de morte celular chamada apoptose, sugerindo que ao miR29a participa da adaptação progressiva do coração ao estresse pós-infarto.

Os microRNAs já são considerados alvos promissores de drogas para distúrbios associados à doença coronariana. Os resultados obtidos pelo grupo do professor Smani abrem portas para a criação de novos métodos para tratar e melhorar o bem-estar dos pacientes que sofrem ataques cardíacos.

Participaram do estudo a Dra. María Fernández-Velasco, do grupo de Resposta Imunológica Inata do Instituto de Investigação do Hospital Univesitário La Paz (IdiPAZ), de Madrid, a Dra. Nieves Domenech e a Dra. María Generosa Crespo-Leiro, do Departamento de Cardiologia do Instituto de Investigação Biomédica de A Coruña (INIBIC), bem como a Dra. Ana María Gómez, pesquisadora do Grupo de Sinalização e Fisiopatologia Cardiovascular do INSERM e da Universidade Paris-Saclay, na França.

Acesse o artigo científico completo (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade de Sevilha (em espanhol).

Fonte: Universidade de Sevilha.

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