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Estudo avalia efeitos neurotóxicos de drogas sintéticas no cérebro

Fonte

Fiocruz | Fundação Oswaldo Cruz

Data

segunda-feira. 24 julho 2023 11:10

Embora sejam proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as drogas sintéticas, substâncias químicas que atuam no sistema nervoso central e provocam alucinações, são comercializadas ilegalmente, com o argumento de serem menos prejudiciais do que outras drogas. Na Fiocruz Minas, um estudo avaliou os efeitos da exposição prolongada a dois desses compostos sintéticos, 25H-NBOMe ou 25H-NBOH, verificando os impactos de cada um deles no hipocampo, estrutura cerebral que atua na formação de novas memórias, no aprendizado e na regulação das emoções. Os resultados mostraram que as duas drogas perturbam o equilíbrio entre as células cerebrais, por interferir na formação de novos neurônios, além de causar morte neuronal.

Para a pesquisa, os pesquisadores usaram modelo ex-vivo, que são experimentos realizados em órgãos e tecidos fora do organismo, mas mantidos em meio de cultura de forma a preservar as características estruturais e celulares do tecido original. Para este estudo, fatias de hipocampo de ratos criados em laboratório foram incubadas na presença de uma pequena dose de 25H-NBOMe ou 25H-NBOH durante sete dias e, em seguida, por igual período sem as drogas. Tais amostras foram comparadas a um grupo de controle que não recebeu nenhuma das duas drogas.

“Avaliamos os efeitos de cada uma das drogas no decorrer desse período e constatamos uma redução de neurônios maduros a partir do segundo dia de cultivo com 25H-NBOMe e a partir do sétimo dia de cultivo com 25H-NBOH. Observamos que, mesmo sete dias após a retirada das duas drogas, a densidade neuronal permaneceu reduzida, em comparação ao grupo de controle. Além disso, no caso do composto 25H-NBOH, o efeito neurotóxico permaneceu, havendo perda de neurônios mesmo depois da retirada da droga”, explicou o pesquisador Dr. Roney Coimbra, coordenador do estudo.

Os resultados mostraram também que a exposição a 25H-NBOH induziu a neurogênese, que é o processo de formação de novos neurônios, o que poderia ser considerado um efeito positivo. Entretanto, os pesquisadores verificaram que esses novos neurônios não expressam características de neurônios maduros, permanecendo imaturos. “Podemos dizer que houve uma neurogênese incompleta. Com isso, o processo de formação de novos neurônios induzido por 25H-NBOH, em vez de positivo, pode estar contribuindo para um esgotamento das células progenitoras, isto é, aquelas que dão origem a novas células. Ou seja, compromete-se o plantel de células progenitoras, sem gerar efeitos benéficos”, explicou o pesquisador.

Acesse a notícia completa na página da Fiocruz.

Fonte: Fiocruz Minas.

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