Notícia

Na Finlândia, pesquisadores usam imagens de tomógrafo PET no estudo de inflamação em tecidos

Pesquisa finlandesa visa identificar novos alvos de medicamentos usando modernas plataformas tecnológicas e encontrar novas ferramentas de diagnóstico

Divulgação, Universidade Turku

Fonte

Universidade Turku

Data

segunda-feira, 9 maio 2022 06:15

Áreas

Biomarcadores. Biomedicina. Diagnóstico. Imunologia. Medicina de Precisão. Medicina Nuclear. Radiologia. Saúde Pública.

Muitas das doenças estudadas no Centro Turku PET, na Finlândia, são doenças inflamatórias crônicas e o Centro é parte integrante do ‘Ecossistema de Inovação baseado no Sistema Imunológico’, ou simplesmente InFLAMES (Innovation Ecosystem based on the Immune System). O Dr. Juhani Knuuti é Diretor do Centro Turku PET, e também Vice-Diretor do InFLAMES.

À medida que os campos e as ferramentas da Medicina e da Imunologia progrediram, os pesquisadores descobriram que muitas doenças de longo prazo são, na verdade, doenças inflamatórias. Um bom exemplo disso é o tema de pesquisa do Dr. Juhani Knuuti: a doença arterial coronariana.

Na doença arterial coronariana, as placas se acumulam nas artérias coronárias e contraem os vasos. Além de limitar o fluxo sanguíneo para o coração, a placa muitas vezes está inflamada e tem uma camada fina, que é vulnerável à ruptura. Quando a placa se rompe, causa um coágulo no sangue, que por sua vez bloqueia a artéria e desencadeia um ataque cardíaco.

“Podemos detectar a inflamação nas placas com tomografia por emissão de pósitrons (PET), e detectar aquelas que são propensas à ruptura. Essas informações podem ser usadas no estudo da eficácia de novos tratamentos e possivelmente também em encaminhamentos de tratamento. No futuro, pode ser possível reduzir a inflamação nas placas com medicamentos e, assim, prevenir rupturas de placas em pacientes com doença arterial coronariana”, vislumbrou o professor Knuuti.

Recentemente, novos e empolgantes caminhos estão abertos para o estudo de doenças e desenvolvimento de medicamentos. Neste cenário, o Centro Turku PET adquiriu um novo scanner PET de corpo inteiro. O scanner pode alcançar imagens de tudo o que está acontecendo no corpo de uma só vez.

Inflamação e doenças imunomediadas podem ocorrer quando o sistema imunológico não está funcionando corretamente ou ataca o alvo errado. As reações inflamatórias podem ser detectadas com imagens PET. Portanto, o PET pode ser usado para decifrar o progresso da esclerose múltipla no cérebro, os mecanismos do câncer ou o papel da inflamação nas doenças autoimunes.

“É um enorme benefício para nós que o InFLAMES forneça uma rede para pesquisadores e grupos de pesquisa que possuem grande experiência e realizam pesquisas básicas em doenças inflamatórias e no sistema imunológico. Isso impulsiona as pesquisas realizadas no Centro PET e vice-versa”, destacou o Dr. Knuuti.

Ao cruzar diferentes disciplinas, a InFLAMES pode abrir novos caminhos para pesquisas e descobertas, acredita o Dr. Juhani Knuuti. Ao longo de sua carreira, o pesquisador percebeu que as descobertas muitas vezes levam os pesquisadores aos limites compartilhados com outras disciplinas.

“Aí estão os novos horizontes da ciência, esperando para serem descobertos”, destacou o pesquisador.

A importância dos marcadores

O fator de sucesso do Centro Turku PET são as dezenas de marcadores radioativos produzidos no Centro e utilizados pelos pesquisadores. Os marcadores definem o que o scanner PET detecta. Os radiofármacos são cruciais no futuro diagnóstico PET. O primeiro radiofármaco para imagens PET desenvolvido inteiramente em Turku, o Siglec-9, já passou por testes clínicos. A droga foi desenvolvida pelo grupo de pesquisa liderado pela professora Dra. Anne Roivainen em colaboração com a Dra. Sirpa Jalkanen, diretora do InFLAMES.

Siglec-9 é um marcador usado para observar o tráfego de glóbulos brancos dos vasos sanguíneos para o tecido. Os glóbulos brancos fazem parte da defesa imunológica. Por exemplo, na artrite reumatoide, os glóbulos brancos são muito ativos e causam inflamação grave nas articulações. O Siglec-9 é atualmente investigado no diagnóstico de artrite reumatoide.

“Quanto mais confiável pudermos avaliar a atividade da inflamação, melhor poderemos tratá-la e monitorar se o tratamento está funcionando”, concluiu o professor Juhani Knuuti.

Acesse a notícia completa na página da Universidade Turku (em inglês).

Fonte: Universidade Turku. Imagem: Divulgação, Universidade Turku.

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