Notícia

Novo tratamento para toxoplasmose congênita é investigado por pesquisadores da UFU

Método, que tem como diferencial o uso de nanopartículas biogênicas de prata, é menos prejudicial que procedimentos utilizados atualmente

AJ Cann via Wikimedia Commons

Fonte

UFU | Universidade Federal de Uberlândia

Data

quarta-feira, 26 maio 2021 06:55

Áreas

Biologia. Doenças Parasitárias. Nanotecnologia.

A Dra. Idessania Costa, bióloga e pós-graduada em Imunologia e Parasitologia Aplicadas pela Universidade Federal de Uberlândia (INBIO/UFU), e atualmente professora e orientadora no Programa de Pós-Graduação em Patologia Experimental na Universidade Estadual de Londrina (UEL), estudou recentemente o efeito de nanopartículas biogênicas de prata no controle da infecção por Toxoplasma gondii em células de trofoblasto humano e explantes vilosos. O estudo foi realizado no âmbito do programa de pós-doutorado em Imunologia e Parasitologia Aplicadas da UFU, sob orientação da professora Dra. Eloisa Vieira Ferro, e os resultados foram publicados na revista científica Frontiers in Microbiology.

Ao orientar uma aluna de mestrado que utilizou a nanopartícula biogênica de prata, a Dra. Idessania Costa percebeu que os resultados promovidos por esses nanomateriais foram promissores na redução do número de parasitos (Toxoplasma gondii em células HeLa). A partir disso, a proposta foi averiguar se os mesmos efeitos seriam observados em células de origem trofoblástica humana e vilos placentários, para simular o que aconteceria na toxoplasmose congênita em um humano.

Para o estudo, foi realizada uma cultura de células de origem trofoblástica humana BeWo e HTR-8 e com o próprio vilo placentário. “Nós infectamos as células (que foram cultivadas em laboratório) e os explantes de vilos coriônicos provenientes de placenta com Toxoplasma gondii. Posteriormente, em condições adequadas de laboratório, tratamos este material com a nanopartícula biogênica de prata. Então, analisamos, a partir das várias metodologias que estão citadas no artigo, se o tratamento reduziu o número de parasitos e se promoveu produção de citocinas, que são proteínas relacionadas à resposta imunológica”, explicou a Dra. Idessania Costa.

A professora também afirmou que, como a nanopartícula é produzida em laboratório, de forma biológica, a partir de um fungo, os efeitos danosos são menores do que os identificados nos tratamentos atuais de toxoplasmose.

“Durante a gestação, é muito perigosa a infecção por Toxoplasma gondii, principalmente nos dois primeiros trimestres. Se houver contato do parasito com o embrião/feto e a gestante não for tratada, podem haver sequelas graves”, completou a bióloga. As sequelas para o embrião/feto podem variar de aborto até danos neurológicos ou oftalmológicos.

Para o futuro, a Dra. Idessania afirmou que mais investigações acerca desse modelo de tratamento são necessárias, pois os resultados da pesquisa indicam um possível tratamento alternativo para toxoplasmose com efeitos menos tóxicos a pacientes e embriões/fetos. A pesquisa foi publicada em parceria com diversos professores e discentes da UFU, professores da UEL e de outras instituições, além de ter sido financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Sobre a conclusão do estudo, a bióloga disse: “Entendemos a que a nanopartícula biogênica de prata é um composto promissor para o tratamento da toxoplasmose, uma vez que, nos estudos ele apresentou redução significativa no número de parasitos, tanto nos vilos de origem placentária quanto nas células trofoblásticas BeWo e HTR-8”.

Acesse o artigo científico completo (em inglês).

Acesse a notícia completa na página do Portal Comunica UFU.

Fonte: Rodrigo Sousa, Portal Comunica UFU. Imagem: Toxoplasma gondii. Fonte: AJ Cann via Wikimedia Commons.

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