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Pesquisa tem foco em sintomas não-motores da Doença de Parkinson

Pesquisa de mestranda em Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebe prêmio da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento

Pixabay

Fonte

UFSC | Universidade Federal de Santa Catarina

Data

domingo, 25 outubro 2020 12:55

Áreas

Bioquímica. Envelhecimento. Neurociências. Saúde do Idoso. Saúde Pública.

Um passo na direção de entender o aparecimento de sintomas não-motores na doença de Parkinson: com este objetivo, o trabalho “Sex matters: intranasal adminstration of MPTP induces non-motor symptoms of Parkinson’s disease selectively in c567bl/6 female mice” (Sexo importa: administração intranasal de MPTP induz sintomas não-motores da doença de Parkinson seletivamente em camundongos fêmea c57bl/6) conquistou o Prêmio Nacional Juarez Aranha Ricardo promovido pela Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC). A pesquisa foi apresentada durante a XLIII Reunião da SBNeC – realizada de maneira online entre os dias 13 e 17 de outubro – e foi desenvolvida pela mestranda Dayse Machado de Melo, do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia (PPGFMC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com a orientação do professor Dr. Rui Daniel Prediger.

Muita gente associa Parkinson à uma doença motora, à rigidez muscular, aos tremores e à lentidão nos movimentos, “mas na verdade existem sintomas não-motores, como depressão, perda de olfato, problemas cognitivos, no sono, entre outros, que podem surgir antes da parte motora”, explicou Dayse. A pesquisadora frisa a importância deste diagnóstico mais precoce para tratar melhor as pessoas afetadas: “O diagnóstico é feito com base nos sintomas motores e quando esses são percebidos, já há perda grande de neurônios. Os tratamentos atuais apenas paralisam por um tempo os sintomas motores, não revertem o dano, é uma doença que não tem cura”.

O MPTP (1-metil-4-fenil-1,2,3,6-tetrahidropiridina) é um modelo utilizado no mundo inteiro para estudar Parkinson em animais, conforme destacou Dayse. A administração nasal da substância é realizada uma única vez nos camundongos já anestesiados, através de um tubo minúsculo e fino, em procedimento padronizado no Laboratório Experimental de Doenças Neurodegenerativas (Lexdon), com duração de apenas dois minutos e com aprovação da Comissão de Ética no Uso de Animais da UFSC.

“Em nosso laboratório, já estudamos estes sintomas não-motores, principalmente a parte cognitiva. Meu experimento busca investigar isto nas fêmeas dos camundongos porque as mulheres apresentam sintomas não-motores mais frequentes e severos que os homens; elas são diagnosticadas mais tarde porque não tem os sintomas motores tão evidentes. O foco do meu projeto é estudar as fêmeas, e pesquisamos os machos para ter uma comparação”. A pesquisadora também destacou a importância de estudar fêmeas, que foram negligenciadas pelas pesquisas que têm foco n a parte motora da doença.

Na pesquisa de Dayse, apresentada na SBNeC e que irá integrar sua dissertação, apenas as fêmeas apresentaram “um comportamento do tipo depressivo, o que bate com resultados prévios do nosso grupo e com a literatura”, afirmou a mestranda. Uma redução na atividade intestinal foi outra alteração percebida nas fêmeas duas semanas depois da administração.

O projeto do PPGFMC é mais amplo: Dayse está interessada em estudar mais as alterações de microbiota. “Vamos identificar as bactérias e como interagem e influenciam a emocionalidade neste modelo”, concluiu Dayse, que, por conta da pandemia, parou de realizar experimentos.

Acesse a notícia completa na página da UFSC.

Fonte: Caetano Machado, Agecom/UFSC. Imagem: Pixabay.

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