Notícia

Pesquisadora da UFRGS descobre gene associado a casos graves de câncer cerebral infantil

Estudo identificou que o gene ZEB1 tem maior presença em tumores do tipo meduloblastoma mais agressivos, o que indica que ele pode ser um novo biomarcador para o diagnóstico da doença

Flávio Dutra, Ciência - Jornal da Universidade/UFRGS

Fonte

UFRGS | Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Data

terça-feira, 12 julho 2022 06:45

Áreas

Biomarcadores. Diagnóstico. Farmacologia. Genética. Neurociências. Oncologia. Saúde da Criança.

O câncer é a principal causa de morte por doença em crianças, e os tumores cerebrais costumam ser os mais fatais. Por isso, a tarefa de encontrar novos indicadores que contribuam para o diagnóstico da doença é de grande importância para a Medicina. Colaborando para esse conhecimento, Livia Fratini, estudante de doutorado do Programa de Pós-graduação em Biologia Celular e Molecular (PPGBCM) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) , descobriu que o gene ZEB1 tem maior presença em casos mais graves de meduloblastoma – tipo mais comum de tumor cerebral maligno que afeta crianças. A evidência é pioneira e pode impactar nos futuros diagnósticos de câncer infantil.

Publicada na revista científica NeuroMolecular Medicine, a pesquisa é fruto de parceria entre o Laboratório de Câncer e Neurobiologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), o Instituto do Câncer Infantil e a UFRGS. O ZEB1 regula o desenvolvimento normal do cerebelo, área do cérebro localizada na região da nuca e ligada ao controle do movimento. Associado a mecanismos de regulação epigenética, esse gene produz uma proteína que regula a expressão de vários outros genes.

Com orientação do professor Dr. Rafael Roesler, o estudo analisou cerca de 800 amostras de meduloblastoma provenientes de bancos internacionais, e, de acordo com os pesquisadores, o acesso a esses materiais foi fundamental para os resultados obtidos, visto que a incidência de casos de pacientes com esse tipo de tumor nos hospitais acontece com pouca frequência. “A gente não teria tantas amostras no laboratório, mas acessando os dados on-line tu consegues porque esses tumores estão todos mapeados geneticamente”, explicou o professor Rafael, complementando que a pandemia acabou acelerando o uso da bioinformática.

A partir da análise, Livia associou o aumento do gene com a expectativa de vida dos pacientes. “O principal resultado foi que, nos casos mais agressivos de meduloblastoma, os pacientes que tinham mais ZEB1 tinham um prognóstico pior e uma menor expectativa de vida”, explicou a pesquisadora. Essa descoberta indica, pela primeira vez, que o gene pode ser um novo biomarcador para auxiliar na determinação da expectativa de vida de pacientes com meduloblastoma que têm tumores classificados como mais graves, podendo auxiliar no diagnóstico e em tratamentos mais efetivos.

Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).

Acesse a notícia completa na página do Ciência – Jornal da Universidade/UFRGS.

Fonte: Ciência – Jornal da Universidade/UFRGS. Imagem: Livia Fratini no Laboratório de Câncer e Neurobiologia do HCPA. Fonte: Flávio Dutra, Ciência – Jornal da Universidade/UFRGS.

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