Destaque

Cientistas identificaram pela primeira vez a estrutura de uma fibra proteica ligada ao diabetes tipo 2 de início precoce e outras doenças

Fonte

Universidade de Leeds

Data

sábado. 26 setembro 2020 16:45

A amilina é uma proteína que regula os níveis de glicose do corpo. Este pequeno hormônio peptídico pode se agregar ou se agrupar para formar fibrilas amiloides (uma estrutura semelhante a uma fibra).

Esses agregados são uma marca registrada do diabetes tipo 2 – embora os cientistas ainda não saibam exatamente como a formação das fibrilas amiloides causa a doença.

A formação das fibrilas também está ligada a outras doenças, incluindo as doenças neurodegenerativas de Alzheimer, Parkinson e Doença de Huntingdon.

Em pesquisa publicada recentemente na revista científica Nature Structural and Molecular Biology, cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, relatam que foram capazes de visualizar a estrutura das fibrilas de amilina usando a mais recente tecnologia de microscopia eletrônica.

A equipe descobriu uma arquitetura que eles suspeitam que torna algumas sequências de amilina mais propensas a formar agregados de amilina do que outras: uma característica ligada ao início precoce do diabetes tipo 2.

Os pesquisadores compararam fibrilas de amilina retiradas do tipo de amilina encontrado na maioria da população humana – que o cientistas chamam de tipo selvagem –  e compararam com uma variante genética chamada S20G, observada em pessoas com diabetes tipo 2 de início precoce.

Ao analisar milhares de imagens, eles foram capazes de visualizar como as moléculas de amilina se agregam em fibrilas, formando uma estrutura intrincada na qual as moléculas de amilina se empilham como degraus em uma escada, e puderam descrever as interações detalhadas que mantêm as fibrilas juntas.

As imagens revelaram que as fibrilas formadas pelas versões do tipo selvagem e S20G da amilina são diferentes. Todas as fibrilas de tipo selvagem têm duas cópias de amilina “por degrau”.

Isso também foi verdadeiro para algumas das fibrilas S20G, mas, fundamentalmente, eles também encontraram uma forma de fibrilas S20G com três fibrilas de amilina por camada. Isso sugere que as fibrilas podem formar modelos nos quais mais cópias de amilina podem ser fixadas.

Isso pode explicar por que a proteína variante S20G agrega mais rapidamente e está associada a um início mais rápido da doença.

Acesse o artigo científico completo (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade de Leeds (em inglês).

Fonte: Universidade de Leeds.

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