Destaque

Veneno de aranha gigante pode ser usado para alívio da dor na síndrome do intestino irritável

Fonte

Universidade de Queensland

Data

domingo. 27 setembro 2020 10:05

Moléculas do veneno de uma das maiores aranhas do mundo podem ajudar pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália,  a criar bloqueadores de dor para pessoas com síndrome do intestino irritável (SII).

Os pesquisadores examinaram 28 aranhas, e o veneno da tarântula venezuelana Pinkfoot Goliath – que tem envergadura de até 30 centímetros – mostrou-se o mais promissor.

A equipe liderada pelo professor Dr. Richard Lewis, do Instituto de Biociência Molecular da Universidade de Queensland, em colaboração com o professor Dr. Stuart Brierley, da Universidade Flinders, e o Instituto de Pesquisa Médica e Saúde da Austrália do Sul, esperam encontrar um alívio eficaz para a dor intestinal crônica.

“Todas as dores são complexas, mas a dor intestinal é particularmente difícil de tratar e afeta cerca de 20% da população mundial. Os medicamentos atuais não estão conseguindo produzir um alívio eficaz da dor em muitos pacientes antes que os efeitos colaterais limitem a dose que pode ser administrada”, disse o professor Lewis.

O professor Brierley disse que a IIS e outros distúrbios gastrointestinais e da bexiga causam dor visceral crônica – dor que afeta os órgãos internos.

“Os órgãos internos possuem uma rede complexa de nervos sensoriais que possuem uma ampla gama de canais iônicos dependentes de tensão elétrica e receptores para detectar estímulos. A hipersensibilidade desses nervos na doença muitas vezes contribui para o desenvolvimento da dor”, explicou o Dr. Brierley.

Os canais iônicos dependentes de tensão elétrica abrem e fecham em resposta a mudanças na membrana celular, com sua disfunção identificada como causa da dor visceral crônica.

O professor Lewis disse que os venenos de aranha contêm centenas de minipeptídeos que podem inibir a abertura de canais iônicos dependentes da tensão elétrica. “Infelizmente, esses peptídeos não são completamente seletivos para os alvos da dor”, disse o pesquisador.

A equipe descobriu que dois peptídeos isolados do veneno da tarântula inibiram os canais iônicos mais importantes subjacentes à dor, com uma ação particularmente potente na redução da sensibilidade dos nervos sensoriais da bexiga e do cólon, quase parando a dor visceral crônica em um modelo de SII.

“Agora temos um entendimento realmente forte da estrutura e função desses peptídeos de veneno de aranha. Aqueles altamente seletivos têm potencial como tratamento para a dor, enquanto

Os resultados alcançados até agora são frutos de 15 anos de pesquisas sobre o potencial de medicamentos desenvolvidos a partir de venenos. e foram publicados na revista científica Pain.

Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade de Queensland (em inglês).

Fonte: Universidade de Queensland.

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