Destaque

Diagnóstico da forma mais agressiva de tumor cerebral apenas com exame de sangue agora é uma possibilidade real

Fonte

Universidade de Sussex

Data

domingo. 23 janeiro 2022 12:10

Pesquisadores da Universidade de Sussex, no Reino Unido, estão um passo adiante no desenvolvimento de um exame de sangue capaz de diagnosticar a forma mais agressiva de tumor cerebral.

O professor Dr. Georgios Giamas e sua equipe, em colaboração com o Dr. Giles Critchley, neurocirurgião consultor e cirurgião de coluna no University Hospitals Sussex, identificaram biomarcadores distintos em amostras de sangue de pacientes, o que poderia sinalizar a presença de glioblastoma. Os biomarcadores (assinaturas biológicas para uma doença) foram identificados dentro de vesículas extracelulares – pequenas partículas que todas as células secretam e que carregam informações diferentes, como DNA ou proteínas. A capacidade de identificar esses biomarcadores dentro das vesículas extracelulares sugere que uma abordagem de biópsia líquida pode ser uma opção viável para o diagnóstico de glioblastoma, fornecendo uma alternativa mais rápida e menos invasiva aos métodos diagnósticos atuais.

Mais de 11.000 pessoas são diagnosticadas com um tumor cerebral primário no Reino Unido a cada ano. O glioblastoma é o tumor cerebral primário de alto grau mais comum em adultos, o que significa que pode crescer e se espalhar rapidamente. Como resultado, é importante que o diagnóstico seja rápido, para que os pacientes possam ter acesso ao tratamento o mais rápido possível.

“Atualmente, a detecção de glioblastoma depende da exibição de sintomas, ressonância magnética e biópsias invasivas do tecido  – o que pode atrasar a identificação da ‘massa maligna’ em rápido crescimento. Um crescente corpo de pesquisa está analisando a possibilidade de desenvolver biópsias líquidas que permitiriam uma avaliação oportuna e não invasiva da doença em pacientes, a partir de apenas uma pequena amostra de sangue. Nosso estudo, que efetivamente fez isso em um pequeno grupo de pacientes, é um grande passo no desenvolvimento de um método de diagnóstico preciso, não invasivo e que economizaria tempo”, disse o Dr. Georgios Giamas.

Em novembro de 2019, o laboratório do professor Giamas em Sussex identificou biomarcadores específicos que as linhas celulares de glioblastoma são capazes de ’empacotar’ dentro de vesículas extracelulares, permitindo uma melhor classificação entre essas linhas celulares (por exemplo, menos ou mais agressivas). Os biomarcadores podem ser considerados como assinaturas biológicas para uma doença e, portanto, podem indicar a presença de câncer no corpo. Agora, a nova etapa de pesquisa, publicada na revista científica Biomedicines, prova que uma abordagem de biópsia líquida (amostragem de sangue) pode determinar com sucesso a presença de tais biomarcadores em um paciente com glioblastoma e, portanto, melhorar o diagnóstico da doença e, finalmente, o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.

Com financiamento da Action Against Cancer, o professor Giamas espera agora realizar mais pesquisas sobre o valor clínico de suas descobertas, analisando amostras de sangue de uma coorte maior de pacientes com glioblastoma obtidos da Genomics England. A equipe também pretende investigar a presença e os níveis desses biomarcadores em resposta a tratamentos específicos de câncer, na tentativa de monitorar a progressão da doença e avaliar a importância e o papel desses biomarcadores.

“Se pudermos mostrar que as assinaturas de biomarcadores de vesículas extracelulares obtidas de amostras de sangue mudam/desaparecem, isso também pode ser um grande avanço para monitorar o sucesso dos tratamentos”, destacou o pesquisador.

“Estamos absolutamente encantados em apoiar esta pesquisa que tem tanto potencial para ajudar pacientes com glioblastoma, e estamos entusiasmados por estar progredindo tão bem”, concluiu a Diretora de Captação de Recursos e Comunicações da Action Against Cancer, Charley Cranmer.

Acesse o artigo científico completo (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade de Sussex (em inglês).

Fonte: Stephanie Allen, Universidade de Sussex.

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