Destaque

Pesquisa aperfeiçoa diagnóstico de doença parasitária endêmica em regiões da Amazônia

Fonte

FAPEAM | Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas

Data

segunda-feira. 3 abril 2023 06:30

Em Manaus, pesquisa aprimorou a forma para diagnosticar uma doença conhecida como filariose, causada por vermes parasitas que se alojam no organismo humano. Os resultados do estudo indicam que com o uso do exame PCR em tempo real (sigla em inglês para reação em cadeia da polimerase) é possível disponibilizar resultados mais precisos e seguros da doença. O projeto recebeu fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) via Programa Universal.

Causada por diversos parasitos, entre os quais, Mansonella ozzardi, Mansonella perstans e Onchocerca volvulus, a filariose é transmitida para os humanos por meio da picada de um mosquito vetor chamado pium, infectado pelas larvas do verme.

De acordo com o Dr. Sérgio Luz, coordenador do estudo e pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), o método do PCR em tempo real é mais eficiente quando comparado ao diagnóstico microscópico, técnica tradicionalmente utilizada para detectar a doença.

“O diagnóstico molecular serve para nos ajudar a ter um perfil epidemiológico mais próximo da realidade. Se você tem um diagnóstico mais apurado vai poder fazer chegar a medicação a todos que estão doentes. Por isso, é preciso ter uma ferramenta que ajude a chegar a um resultado melhor. E a pesquisa alcançou isso, pois mostra que o diagnóstico molecular é mais sensível que o microscópico”, explicou.

Dados científicos

Conforme destacou o pesquisador, o diagnóstico molecular via PCR afasta a possibilidade de resultados falsos negativos e, com isso, tem mais precisão para detectar, no organismo humano, a presença dos parasitos que provocam a filariose.

O estudo não identificou diferença genética entre os tipos de filarioses encontradas e espalhadas por diversos locais da Amazônia, entre os quais, municípios das regiões do Alto Solimões e do Alto Rio Negro, consideradas áreas endêmicas para transmissão da doença.

Destaca-se que determinada doença é tratada como endêmica quando possui grande número de casos em alguma área geográfica específica.

Acesse a notícia completa na página da FAPEAM.

Fonte: Tiago Auzier, Decon FAPEAM.

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