Notícia

Algoritmo inteligente melhora o diagnóstico de tumores adrenais

Novo método usa um algoritmo que diferencia entre os dois tipos de tumores adrenais com base no padrão de metabólitos de esteroides na urina do paciente

Wikimedia Commons

Fonte

Universidade de Groningen

Data

terça-feira, 1 dezembro 2020 06:50

Áreas

Bioinformática. Diagnóstico. Oncologia.

Os tumores adrenais estão presentes em cerca de 5% da população e costumam ser encontrados acidentalmente quando uma varredura abdominal é feita por um motivo não relacionado. É difícil determinar a partir da varredura se esse tumor é benigno ou maligno.

Um novo método usa um algoritmo que diferencia entre os dois tipos de tumores adrenais com base no padrão de metabólitos de esteroides na urina do paciente. O método é apenas um dos muitos usos do algoritmo, disse o Dr. Michael Biehl, professor de Ciência da Computação da Universidade de Groningen, nos Países Baixos. Os pesquisadores desenvolveram, na verdade, um novo sistema de aprendizagem: o chamado Generalized Matrix Learning Vector Quantization (GMLVQ).

O artigo, publicado recentemente na revista científica The Lancet Diabetes & Endocrinology, atraiu considerável atenção. A publicação descreve um estudo prospectivo de mais de 2.000 pacientes com massa adrenal. “Tumores benignos (adenomas) são bastante comuns, enquanto os carcinomas adrenocorticais malignos são bastante raros. Portanto, foi necessária uma colaboração europeia para obter pacientes suficientes”, disse o Dr. Biehl. Este esforço foi integrado na Rede Europeia para o Estudo de Tumores Adrenais.

Encontrar padrões nos dados

A glândula adrenal produz hormônios esteroides e o padrão de excreção pode mudar nas células cancerosas adrenais. Endocrinologistas mediram um painel de até 32 metabólitos de esteroides na urina de pacientes e o Dr. Michael Biehl usou seu algoritmo para encontrar os padrões característicos nos dados. “O nosso sistema define exemplos típicos para padrões de tumores benignos e malignos. Todos os pacientes foram distribuídos entre esses padrões típicos e o truque é comparar os valores dos novos pacientes e ver em qual categoria eles se encaixam melhor”, explicou o pesquisador.

Em um estudo retrospectivo publicado em 2011 e baseado em dados de 150 pacientes, o Dr. Biehl e sua equipe mostraram que poderiam usar o algoritmo para diferenciar entre diferentes tipos de tumores adrenais. O próximo passo foi replicar suas descobertas em um estudo prospectivo, o que significava encontrar um grande número de novos pacientes com massa adrenal, que eles estudaram para detectar os perigosos carcinomas adrenocorticais.

Inclusão nas próximas diretrizes para a prática clínica

O Dr. Michael Biehl espera que o novo método diagnóstico seja incluído nas próximas diretrizes para a prática clínica. “Ainda há algum trabalho a ser feito para harmonizar o método e adaptá-lo às novas formas de medir os metabólitos que estão sendo introduzidos.” Além disso, o painel de metabólitos precisa ser examinado. “Os padrões que vemos em diferentes pacientes nos dizem algo sobre o que está acontecendo no corpo de cada paciente”, explicou o pesquisador. Essas informações podem ser usadas para entender melhor a doença ou para diferenciar entre diferentes tipos de tumores benignos. “Um tipo, por exemplo, é a causa de uma doença chamada síndrome de Cushing”. Além disso, pode ser possível correlacionar as mudanças no padrão de metabólito durante o tratamento para carcinoma adrenocortical ao resultado obtido.

Acesse o artigo científico completo (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade de Groningen (em inglês).

Fonte: René Fransen, Universidade de Groningen. Imagem: Carcinoma adrenocortical. Fonte: Wikimedia Commons.

 

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