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Pesquisadores investigam componentes do novo coronavírus associados à vacina BCG como alternativa para estimular a capacidade do sistema imunológico em combater a COVID-19

Fonte

UNIFAL-MG | Universidade Federal de Alfenas

Data

segunda-feira. 24 agosto 2020 20:50

Identificar a estrutura biológica do vírus SARS-CoV-2 e, consequentemente, a maneira como atinge os seres humanos é um dos grandes desafios científicos a serem enfrentados por pesquisadores do mundo todo. Na Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), uma pesquisa nesta área busca criar uma fórmula para aumentar a capacidade do sistema imunológico de combater a doença, utilizando componentes que possam estimular a resposta imune protetora no ser humano, associados ao componente usado na vacina BCG.

Coordenada pelo professor Dr. Leonardo Augusto de Almeida, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da UNIFAL-MG, a pesquisa foi contemplada com R$ 150 mil para desenvolvimento, na Chamada de Projetos e Ações de Pesquisa e Inovação para o Enfrentamento à COVID-19, lançada pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG) da UNIFAL-MG. O estudo é desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), o Instituto Adolfo Lutz , de São Paulo, e a Universidade UNIFENAS. A pesquisa envolve professores e discentes também do Instituto de Ciências Exatas (ICEx) da Universidade nas análises de bioinformática.

“A partir das sequências do genoma do vírus, que está disponível em bancos de dados públicos na internet, é possível identificar o que o vírus expressa dentro da célula do hospedeiro para poder se replicar. O vírus depende totalmente da célula da pessoa infectada para fazer mais cópias de si mesmo e se espalhar dentro do indivíduo e, assim, se espalhar para outros indivíduos”, explica. O pesquisador informa que existem mais de 15 mil genomas sequenciados no mundo, os quais podem ser utilizados para identificar os componentes do vírus.

Na pesquisa proposta pela equipe liderada pelo professor Leonardo, a identificação dos componentes será feita por meio da vacinologia reversa. “A vacinologia reversa permite identificar de forma mais racional o que é mais imunogênico no vírus, por técnicas de informática associadas à biologia”, explicou o especialista.

Segundo o pesquisador, por meio da vacinologia reversa há um direcionamento melhor de identificação de qual parte do vírus tem maior probabilidade de gerar uma resposta imune específica contra ele. “Há um menor gasto para o desenvolvimento de uma vacina e até mesmo um menor número de ensaios, incluindo a diminuição de número de animais em estudo, para se obter um resultado efetivo”, acrescentou o Dr. Leonardo.

Em função do potencial de geração de uma resposta imune, o coordenador da pesquisa aponta que os resultados terão impacto direto na qualidade de vida da população. “Os resultados produzidos neste projeto poderão ter um grande impacto na saúde pública devido à possibilidade de identificar uma porção do vírus capaz de gerar uma resposta imune contra esse microrganismo e conseguir treinar a resposta imune do paciente ao ponto de melhorar a resposta inicial e evitar o desenvolvimento da doença”, argumentou, afirmando que será possível também, em colaboração com o Instituto Adolfo Lutz, auxiliar no diagnóstico da infecção pelo novo coronavírus.

Acesse a notícia completa na página da UNIFAL-MG.

Fonte: Ana Carlina Araújo, UNIFAL-MG.

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