Notícia

Pesquisadores descobrem compartimentos celulares especializados em bactérias

Descoberta de “órgãos” bacterianos pode abrir caminho para uma nova geração de antibióticos

Wikimedia Commons

Fonte

Universidade McGill

Data

sexta-feira, 31 julho 2020 11:55

Áreas

Biologia Celular e Molecular. Genômica.

Pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá, descobriram organelas bacterianas envolvidas na expressão gênica, sugerindo que as bactérias podem não ser tão simples quanto se pensava. Esta descoberta pode oferecer novas metas para o desenvolvimento de novos antibióticos.

O estudo, publicado na revista científica PNAS, é o primeiro a mostrar que a E. coli usa estratégias semelhantes às de outros tipos celulares mais complexos para regular a transcrição de genes.

Assim como o corpo humano é composto de órgãos que desempenham funções especializadas, as células individuais contêm compartimentos especializados – como as mitocôndrias produtoras de energia – chamados organelas. As células complexas contêm muitas organelas diferentes, a maioria das quais é delimitada por uma membrana que as mantém unidas. Como as bactérias não possuem organelas ligadas à membrana, supunha-se que elas não possuíssem esses compartimentos.

A Dra. Stephanie Weber, professora assistente do Departamento de Biologia da Universidade McGill, e sua equipe são os primeiros cientistas a mostrar que as bactérias têm, de fato, compartimentos especializados.

“Nosso artigo fornece evidências de uma organela bacteriana que é mantida unida por proteínas “pegajosas” em vez de uma membrana”, disse a Dra. Weber, autora sênior do estudo.

As organelas bacterianas descritas no estudo são formadas de maneira semelhante aos compartimentos celulares sem membrana encontrados em células eucarióticas mais complexas (células com núcleo) através de um processo chamado separação de fases. “Esta é a primeira evidência direta da separação de fases nas bactérias, por isso pode ser um processo universal em todos os tipos de células e pode até estar envolvido na origem da vida”, explicou a pesquisadora.

Devido ao pequeno tamanho das células bacterianas que eles estudavam, a equipe da Dra. Weber usou uma técnica de imagem – microscopia de localização ativada por foto – para rastrear as proteínas formadoras de organelas.

A Dra. Weber está agora tentando entender exatamente como as proteínas se agrupam em organelas. Por estarem envolvidas nos primeiros passos da expressão gênica – a transcrição -, ela acredita que elas também possam ser um alvo interessante para o desenvolvimento de uma nova geração de antibióticos, que são urgentemente necessários para combater a resistência a medicamentos.

Acesse o artigo científico completo (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade McGill (em inglês).

Fonte: Justin Dupuis, Universidade McGill. Imagem: E. coli (microscopia eletrônica de varredura). Fonte: Wikimedia Commons.

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