Notícia

Engenharia genética busca maneiras de trancar o HIV dentro das células e eliminá-lo

A natureza do vírus HIV é um dos fatores que dificultam a descoberta da cura

CDC via Wikimedia Commons

Fonte

Jornal da USP

Data

sexta-feira, 8 outubro 2021 07:05

Áreas

Doenças Infecciosas. Farmacologia. Medicina de Precisão.

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) se uniu a uma rede global em nova abordagem para a cura do HIV. A pesquisa, através da engenharia genética, busca maneiras de ‘trancar’ o vírus dentro das células e eliminá-lo dos pacientes definitivamente. Hoje, o HIV pode ser controlado por meio de medicação, mas não totalmente eliminado.

“Eliminar o vírus do HIV das pessoas não é uma coisa impossível”, contou ao Jornal da USP o Professor Dr. Esper Georges Kallás, do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e infectologista coordenador do Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas. Segundo o professor, a natureza do vírus HIV é um dos fatores que dificultam a descoberta da cura. Por se tratar de um retrovírus, o HIV, ao infectar uma célula, altera o material genético dela, inserindo-se no DNA da pessoa.

A pesquisa da qual a USP faz parte pretende desenvolver uma técnica que se aproveita da própria natureza do vírus para eliminá-lo. A técnica consiste em ‘trancá-lo’ dentro da célula infectada para impedir sua reprodução, identificar no DNA da pessoa com o vírus o material genético do HIV e removê-lo. A remoção será feita através das técnicas de epigenética, que é o uso de moléculas que podem modificar como os genes são lidos sem alterar o DNA, e o CRISP, uma técnica de edição genética de alta precisão para alterar o DNA.

No Brasil, a pesquisa objetiva, em um primeiro momento, identificar pessoas com o vírus que tenham baixos níveis de manifestação e estudar o comportamento do HIV em seus organismos. O estudo também pretende observar a utilização de medicações para combatê-lo. Conforme explicou o professor, o intuito é começar a construir estudos clínicos para tentar entender como essas medicações agem na codificação do vírus. “É um processo, como toda ciência, difícil e que requer uma série de coordenações entre vários dos participantes”, conclui o Dr. Kallás.

Acesse a notícia completa na página do Jornal da USP.

Fonte: Jornal da USP e Rádio USP. Imagem: CDC via Wikimedia Commons.

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