Notícia

Estudo analisa presença de metais tóxicos em tinturas fitoterápicas

Pesquisadora analisou teores de cádmio, cromo e chumbo encontrados em vinte e uma amostras de tinturas fitoterápicas adquiridas no comércio de Juiz de Fora, Belo Horizonte e doadas pela Faculdade de Farmácia da UFJF

Costa PPPR via Wikimedia Commons

Fonte

UFJF | Universidade Federal de Juiz de Fora

Data

sábado, 14 novembro 2020 10:45

Áreas

Farmacologia. Fitoterapia. Toxicologia.

Tese de doutorado realizada na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) analisa a presença de três metais tóxicos (cádmio, cromo e chumbo) em tinturas fitoterápicas de plantas medicinais, como Alcachofra, Cascara Sagrada, Espinheira Santa e Guaco. A pesquisa foi desenvolvida por Ágatha Merilin de Oliveira Lopes, no Programa de Pós-Graduação em Química em parceria com a Faculdade de Farmácia da UFJF.

A pesquisadora explica que a fitoterapia consiste em tratar ou prevenir doenças através do uso de plantas. Segundo ela, a tintura fitoterápica é uma das formas farmacêuticas da planta medicinal. “A população utiliza plantas medicinais e fitoterápicos, pois acredita que não há qualquer risco associado, contudo elas podem estar contaminadas por diferentes agentes tóxicos, como os metais pesados”, orientou Ágatha, que acrescenta que esses contaminantes possuem capacidade de interferir no funcionamento do organismo humano, mesmo em baixas concentrações.

Os resultados mostram que os teores de cádmio, cromo e chumbo encontrados nas vinte e uma amostras de tinturas fitoterápicas adquiridas no comércio de Juiz de Fora, Belo Horizonte e doadas pela Faculdade de Farmácia, estão abaixo dos limites máximos permitidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Farmacopeia Internacional, Farmacopeia Americana e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Dessa forma, segundo a pesquisadora, as amostras estudadas estão conforme o esperado, ainda que os limites possam ser considerados elevados.

Ágatha destacou que a determinação de metais pesados, recomendada pela Farmacopeia Brasileira e por órgãos internacionais, consiste em métodos analíticos clássicos que não possuem sensibilidade o suficiente para quantificar corretamente os contaminantes. Dessa forma, a pesquisadora desenvolveu o estudo buscando disponibilizar uma abordagem compatível com análises de rotina, ou seja, com mínima manipulação de amostra, alta frequência analítica e custo moderado. Para isso, empregou a técnica de espectrometria de absorção atômica com forno de grafite, que possibilita a determinação quantitativa de elementos em uma ampla variedade de amostras. Ela conta que o desempenho favorável demonstrou a versatilidade do método, garantindo a qualidade para os usuários destes produtos.

O professor orientador, Dr. Rafael Arromba de Sousa, destaca o ineditismo do estudo no Brasil: antes desta pesquisa ainda não havia disponível um método adequado para a monitoração de contaminantes metálicos em tinturas fitoterápicas. Segundo o Dr. Rafael, o estudo buscou atender a uma demanda social, ainda incipiente e para a qual a academia tinha poucas informações. “Os consumidores estão cada vez mais preocupados com a qualidade dos medicamentos e, para isso, os laboratórios precisam de elementos de ação: métodos de análise e estudos prospectivos que orientem na garantia da qualidade”, concluiu o professor.

Acesse a notícia completa na página da UFJF.

Fonte: Universidade Federal de Juiz de Fora. Imagem: Folhas secas de Espinheira-Santa (Maytenus ilicifolia). Fonte: Costa PPPR via Wikimedia Commons.

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