Notícia

Extrato de romã pode ser usado no tratamento de feridas

Pesquisas com cascas de romã realizadas por estudantes da UFES receberam prêmios

Pixabay

Fonte

UFES | Universidade Federal do Espírito Santo

Data

quinta-feira, 8 outubro 2020 09:50

Áreas

Farmacognosia. Farmacologia.

Estudantes do Departamento de Farmácia e Nutrição do Centro de Ciências Naturais e da Saúde (CCENS) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em Alegre, receberam prêmios por pesquisas na área de Farmácia, envolvendo as propriedades farmacológicas da casca de romã.

O trabalho da mestranda Thaís Martins foi premiado durante o BiotecFarma, evento on-line promovido pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). O projeto “Delineamento de formulação de gel de carbômero contendo extrato hidroetanólico de cascas de romã” foi escolhido como o melhor de pós-graduação na categoria Fármacos e Medicamentos.

Conforme Thaís Martins, o objetivo do trabalho é desenvolver um modelo para tratar feridas utilizando o extrato de romã como princípio ativo. “Foram feitos testes microbiológicos para avaliar se o gel em diversas proporções do extrato era capaz de inibir o crescimento de microrganismos causadores de infecções na pele, e nesse ensaio ele se mostrou eficiente”, explicou Thaís.

Já o projeto do estudante de graduação Sanderson Batista recebeu a segunda colocação no Congresso de Ciências Aplicadas à Farmácia (I Concaf), na modalidade e-pôster, evento de nível internacional. O trabalho “Avaliação da atividade biológica preliminar in vitro de extrato hidroetanólico de casca de romã puro e em matriz polimérica preparada por eletrofiação” foi produzido a partir de sua monografia de conclusão de curso.

Ambos os trabalhos tiveram orientação da professora Dra. Janaina Villanova, em parceria com a Dra. Juliana Severi e a Dra. Juliana Resende, todas professoras do curso de Farmácia.

Cicatrizante e antisséptico

Os estudos foram desenvolvidos pelo Grupo de Pesquisa em Saúde Humana e Animal no Laboratório de Produção Farmacêutica do CCENS. Atualmente, o grupo vem trabalhando com extratos de romã. Conforme a professora Janaína Villanova, o fruto “pode ser utilizado em formas farmacêuticas variadas, destinadas ao uso como cicatrizante e antisséptico”.

“O romã é uma fonte natural e renovável, que tem um grande potencial em ação antimicrobiana e antioxidante. E, além disso, é de extrema importância propor formulações para uso veterinário, visto que esse setor apresenta grandes lacunas terapêuticas”, acrescenta Thaís Martins.

As pesquisas do grupo, apoiadas em dois editais da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES), renderam a publicação de três artigos em 2020, 15 trabalhos em eventos e um pedido de registro de patente de inovação.

Acesse a notícia na página da UFES.

Fonte: Vinícius Fontana e Thereza Marinho, com informações da Comissão de Divulgação e Informação (CDI) do CCENS/UFES. Imagem: Pixabay.

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