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Plataforma portátil desenvolvida na UFMG pode detectar a COVID-19

APlataforma Portátil de Biodiagnostico (PPB)é baseada em dois elementos: nanosensores de ouro e um leitor ótico

Divulgação

Fonte

FAPEMIG | Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais

Data

sábado, 30 janeiro 2021 19:05

Áreas

Diagnóstico. Doenças Infecciosas. Física Médica. Nanotecnologia. Saúde Pública.

Os brasileiros têm acompanhado nas últimas semanas, com esperança e expectativa, a chegada das vacinas da COVID-19. Contudo, há ainda um longo percurso e os cuidados de distanciamento social e detecção da doença continuam sendo ações importantes, uma vez que mesmo após a vacinação em massa a circulação do vírus continuará.

Nesse cenário, a detecção rápida, barata e acessível do vírus continua sendo uma importante forma de inibir a circulação do novo coronavírus, assim como de suas mutações. Pensando nisso, uma equipe de pesquisadores do Centro de Tecnologia em Nanomateriais da Universidade Federal de Minas Gerais (CT Nano/UFMG), apoiada pela FAPEMIG, está desenvolvendo uma plataforma portátil para identificar a covid-19 de forma mais rápida e barata do que os teste disponíveis atualmente.

Segundo a Dra. Lívia Siman, pesquisadora do Departamento de Física da UFMG e membro da equipe, a Plataforma Portátil de Biodiagnostico (PPB) é baseada em dois elementos: nanosensores de ouro e um leitor ótico. Os nanosensores são fabricados pela equipe, que também os preparam de acordo com a molécula alvo de interesse. “Por exemplo, decoramos essas nanopartículas de ouro com uma proteína produzida no CT Vacinas, que é reconhecida por um anticorpo que é gerado em resposta à infecção da COVID-19”, explicou a pesquisadora.

Segundo a Dra. Lívia Siman esse tipo de diagnóstico é chamado de sorológico, pois utiliza o sangue do paciente para fazer a pesquisa de anticorpos. Além dele, a equipe também trabalha em um detector para identificar o material genético da COVID-19. A pesquisadora conta que nessa frente também é usado o sensor de ouro, porém, nesse caso, os bastões são decorados com uma sequência de material genético que é capaz de reconhecer a sequência genética do novo coronavírus. “É um diagnóstico molecular onde procuramos material genético, não mais pelo sangue, e compete com exames como PCR”, informou.

A plataforma

A plataforma vem sendo desenvolvida no Departamento de Física da UFMG desde 2015 e já possui uma patente relacionada ao seu leitor ótico, atualmente licenciada para uma startup. Segundo a Dra. Lívia Siman, no início da pandemia sugiram diversos editais de fomento voltados para a produção de testes para a detecção da COVID-19. A equipe viu, assim, uma oportunidade para levar a tecnologia para o mercado.

Atualmente, os pesquisadores trabalham em duas frentes: a primeira, do diagnóstico imunológico, se encontra na fase de escalonamento dos sensores. “Estamos fazendo testes em 150 soros, etapa que chamamos de validação justamente para podermos definir a acurácia da tecnologia para a detecção de anticorpos. Também estamos desenvolvendo a alteração do leitor ótico para a leitura de várias amostras”, destacou a especialista.

Já a pesquisa sobre o teste molecular está um pouco mais inicial, uma vez que houveram atrasos no recebimento das amostras sintéticas que a equipe usa para testar a tecnologia. “Nos desenhamos sequencias específicas para a COVID e mandamos para uma empresa que as sintetiza, dessa forma não trabalha a princípio com o vírus inativado. Porém, esse material levou quatro meses para chegar devido à infraestrutura prejudicada pela pandemia e pela grande demanda por esse material”, explicou a Dra. Lívia.

Apesar do atraso a equipe já conseguiu provar que os sensores conseguem reconhecer a sequência, sendo capazes de diferenciar a presença ou não do material. Outra informação importante levantada é a possibilidade de realizar o reconhecimento em uma temperatura única e baixa (25°C); o PCR usa temperaturas que variam de 70°C a 40°C. “No momento, estamos testando o material sintético nessa temperatura única, assim como produzindo protocolos para a fabricação em larga escala do sensor”, concluiu a pesquisadora.

Acesse a notícia completa na página da FAPEMIG.

Fonte: Tuany Alves, FAPEMIG. Imagem: Divulgação.

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