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Pesquisadores desenvolvem novo teste de diabetes que não precisa agulha, apenas a saliva

Novo teste de diabetes sem a necessidade de agulha desenvolvido na Universidade de Newcastle, na Austrália, pode estar disponível após US$ 6,3 milhões em financiamento para estabelecer a primeira fábrica do dispositivo

Reprodução, Universidade de Newcastle Austrália

Fonte

Universidade de Newcastle Austrália

Data

terça-feira, 20 julho 2021 07:05

Áreas

Diagnóstico. Doenças Metabólicas. Saúde Pública.

Um teste de diabetes sem dor, pioneiro no mundo, desenvolvido na Universidade de Newcastle, na Austrália, pode estar disponível às pessoas após US $ 6,3 milhões em financiamento para estabelecer a primeira fábrica do dispositivo.

O Dr. Paul Dastoor, físico e líder da pesquisa aa Universidade de Newcastle, disse que sua equipe no Centro de Eletrônica Orgânica (COE) esta trabalhando em estreita colaboração com seu parceiro comercial em uma instalação de manufatura especialmente construída para o novo biossensor. “A construção da instalação começará este ano, com os primeiros dispositivos previstos para sair da linha de produção em 2023”, disse o professor Dastoor.

“Com mais de 460 milhões de pessoas testando seus níveis de glicose regularmente, esta é uma tecnologia com enorme demanda e potencial para criar um crescimento significativo de empregos de alta tecnologia em nossa região e além”, destacou o pesquisador.

O Dr. George Syrmalis, Diretor Executivo do Grupo iQ Group Global, acrescentou: “Todo o nosso modelo de negócios gira em torno da tradução da descoberta em um produto que atende a uma necessidade médica não atendida”.

“A criação de uma fábrica dedicada de alta tecnologia para iniciar a produção de nosso biossensor de glicose irá beneficiar a sociedade local, criando empregos, mas o mais importante, beneficiará os pacientes com diabetes, que até agora têm que fazer uma picada no dedo várias vezes ao dia para monitorar seus níveis de glicose. Esta concessão não poderia ter chegado em um momento mais apropriado, enquanto nos preparamos para os testes clínicos”, disse o Dr. Syrmalis.

Assista ao vídeo de apresentação do novo sensor de glicose (em inglês):

Como funciona o biossensor de glicose a partir da saliva

O teste de saliva torna obsoleto o teste de glicemia que envolve um picada no dedo para diabetes tipo 1 e tipo 2, representando a primeira grande inovação desde que o teste de glicose no sangue foi desenvolvido na década de 1960.

“Um dos nossos principais desafios era a absoluta indisponibilidade de glicose na saliva. Ela existe em concentrações mínimas, então você precisa desenvolver uma plataforma incrivelmente poderosa para detectá-la. A saliva também contém uma infinidade de outras substâncias, então você tem que desligar muito ‘ruído’ para garantir que os resultados sejam precisos”, disse o professor Dastoor.

O professor disse que o sensor, de tamanho semelhante a um chiclete e consideravelmente mais fino, é incrivelmente poderoso, detectando substâncias que existem na saliva em concentrações mínimas. “Com esta plataforma altamente sensível, podemos agora detectar a glicose nos níveis encontrados na saliva, pela primeira vez”, disse o professor Dastoor.

Revestido com uma enzima natural – a Glicose Oxidase – o biossensor interage com a saliva, produzindo uma reação que gera uma corrente elétrica. Esta corrente pode ser detectada e medida para revelar níveis de glicose altamente precisos que podem ser fornecidos por meio de um aplicativo de smartphone e os dados armazenados na nuvem.

A solução usa a chamada ‘impressão funcional’, onde em vez de produzir texto e imagens, as impressoras produzem dispositivos eletrônicos ou dispositivos ‘funcionais’ impressos.

“O que pudemos fazer pela primeira vez foi combinar eletrônica impressa com detecção biológica. Isso significa que somos capazes de detectar moléculas como a glicose, usando sensores que podem ser impressos em altíssima quantidade, usando equipamentos de impressão realmente de baixo custo”, concluiu o professor Dastoor.

Acesse a notícia completa na página da Universidade de Newcastle Austrália (em inglês).

Fonte: Universidade de Newcastle Austrália. Imagem: Reprodução, Universidade de Newcastle Austrália.

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