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Vacina de Oxford contra o novo coronavírus: novo estudo revela forte resposta imune

Equipe de cientistas da Universidade de Oxford deu o próximo passo em direção à descoberta de uma vacina segura, eficaz e acessível contra o novo coronavírus

Reprodução, Universidade de Oxford

Fonte

Universidade de Oxford

Data

segunda-feira, 20 julho 2020 14:50

Áreas

Doenças Infecciosas. Estudo Clínico. Farmacologia. Saúde Pública. Vacinas.

Uma equipe de cientistas do Instituto Jenner da Universidade de Oxford e do Grupo de Vacinas de Oxford, no Reino Unido, deu o próximo passo em direção à descoberta de uma vacina segura, eficaz e acessível contra o coronavírus. Os resultados do estudo de fase I/II, publicados na revista científica The Lancet, não indicam preocupações precoces de segurança e induzem fortes respostas imunes no sistema imunológico.

A vacina provocou uma resposta de células T (glóbulos brancos que podem atacar células infectadas com o vírus SARS-CoV-2) dentro de 14 dias após a vacinação  e uma resposta de anticorpos dentro de 28 dias (os anticorpos são capazes de neutralizar o vírus para que ele não possa infectar células).

Durante o estudo, os participantes que receberam a vacina tiveram anticorpos neutralizantes detectáveis, sugeridos pelos pesquisadores como importantes para a proteção, e essas respostas foram mais fortes após uma dose de reforço, com 100% do sangue dos participantes tendo atividade neutralizadora contra o coronavírus. O próximo passo no estudo da vacina é confirmar que ela pode efetivamente proteger contra a infecção por SARS-CoV-2.

“Observamos a resposta imunológica mais forte nos 10 participantes que receberam duas doses da vacina, indicando que essa pode ser uma boa estratégia para a vacinação”, disse o professor Dr. Andrew Pollard, do Grupo de Vacinas de Oxford.

Durante o estudo de Fase I/II, a vacina foi avaliada em mais de 1.000 voluntários adultos saudáveis, com idades entre 18 e 55 anos, em um estudo controlado randomizado. Um subconjunto desses voluntários (10 pessoas) recebeu duas doses da vacina. Entre 23 de abril de 2020 e 21 de maio de 2020, 1077 voluntários receberam a vacina “ChAdOx1 nCoV-19” ou uma vacina “MenACWY” placebo.Não houve eventos adversos sérios à saúde relacionados à vacina “ChAdOx1 nCoV-19”.

A Universidade de Oxford está trabalhando com a empresa biofarmacêutica global com sede no Reino Unido, AstraZeneca, para o desenvolvimento, fabricação em larga escala e distribuição potencial da vacina para a COVID-19, com planos de desenvolvimento clínico e produção da vacina de Oxford progredindo globalmente. O projeto foi ainda estimulado por £ 84 milhões em financiamento do governo para ajudar a acelerar o desenvolvimento da vacina.

“Estamos encorajados pelos dados intermediários da Fase I/II, mostrando que [a vacina] foi capaz de gerar uma resposta rápida de anticorpos e células T contra o SARS-CoV-2. Embora haja mais trabalho a ser feito, os dados de hoje aumentam nossa confiança de que a vacina funcionará e nos permitem continuar nossos planos de fabricar a vacina em escala para acesso amplo e equitativo em todo o mundo”, afirmou o Dr. Menelas Pangalos, vice-presidente executivo de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos Biofarmacêuticos na AstraZeneca.

Oxford e AstraZeneca estão colaborando com parceiros clínicos em todo o mundo como parte de um programa clínico global para testar a vacina de Oxford. O programa global é composto por um estudo de Fase III nos EUA, com 30.000 pacientes, um estudo pediátrico e estudos de Fase III em países de baixa a média renda, incluindo Brasil e África do Sul, que já estão em andamento.

A AstraZeneca permanece comprometida em cumprir seu compromisso de acesso amplo e equitativo à vacina, caso os ensaios clínicos em estágio avançado sejam bem-sucedidos. Até agora, os compromissos de fornecimento de mais de 2 bilhões de doses da vacina foram acordados com o Reino Unido, EUA, a Aliança Europeia de Vacinas Inclusivas (IVA), a Coalizão de Preparação para Epidemias (CEPI), a Aliança de Vacinas Gavi e o Instituto de Soro da Índia.

Assista ao vídeo onde os cientistas explicam os resultados do estudo (em inglês):

Acesse o artigo científico completo (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade de Oxford (em inglês).

Fonte: Universidade de Oxford. Imagem: Reprodução, Universidade de Oxford.

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